sexta-feira, 12 de julho de 2013

Mercado DC Comics – Parte 2: Top 10 Junho de 2013

[ por Azazel Pistis ]

No artigo anterior, comentei sobre o leitor que não é fiel e o tipo de leitor que compra HQs nos dias de hoje. Os números de vendas nos EUA mês passado mostram bem esse movimento.

O leitor que consumiu Marvel no mês de maio surpreendentemente resolveu comprar DC no mês de junho, comprando Superman Unchained #1, Batman/Superman volume 2 #1 e Batman #21, com a tão aguardada Batman Ano Zero de Scott Snyder e Greg Capullo.
O Top 10 de junho ficou assim distribuído:
1 176970 Superman Unchained 01
2 100960 Batman/Superman 01
3 100000 Batman 21
4 78080 Age of Ultron 10
5 66810 Age of Ultron 9
6 66190 Liga da Justiça 21
7 59270 Superior Spider Man 11
8 57950 Superior Spider Man 12
9 57840 All New X-Men 12
10 54920 Kick-Ass 3 01
Isso demonstra cinco pontos importantes na minha opinião.
Um, que as pessoas compram o que tiver de revista número 1 de nomes conhecidos para quem sabe vender com um bom lucro mais tarde. Basta ver o que vendeu as revistas de nomes conhecidos da DC e Marvel quando zeraram suas numerações. E demonstra a forma das outras mídias, pois Kick-Ass, mesmo sendo uma revista adulta, figurou no Top 10 de junho, auxiliado talvez pela versão cinematográfica do personagem.
Dois, se tem saga rolando o pessoal vai e compra mesmo, haja visto que as sagas da Marvel e DC por pior que sejam vendem muito bem, e Age of Ultron, como é a única saga à disposição pra vendas, está vendendo um bom número de revistas.
Três, que sempre vai haver uma constante nas vendas, Batman sempre vende 100000 unidades ou mais, é sempre lucro certo, não importa se a história foi ruim. É com certeza a marca mais valiosa que existe.
Quatro, o leitor tem muita convicção em nome. O nome de quem escreve ou desenha tem ficado bem delineado nos números (apesar de Geoff Johns não aparecer nos 100 mais vendidos com Vibro da DC, tampouco Mark Waid com Besouro Verde da Dynamite).
Cinco, que comparando os últimos meses, as revistas do "Top 10" parecem ter vendido menos unidades, como por exemplo a posição 10 de junho vendeu 54920, enquanto que no mês anterior o resultado foi maior, 60640. O que demonstra que ou as pessoas tem comprado menos devido à crise econômica, ou tem aparecido mais publicações no mercado de outras editoras que tem diluído mais os números absolutos de vendas, o que é excelente para o mercado, possibilitando ao leitor novas experiências em matéria de leitura e não apenas as tradicionais de sempre.

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