terça-feira, 9 de julho de 2013

A série Homem de Ferro de 1994

[ por Rafael Nunes ]

Os anos 1990 foi uma espécie de renascença para as animações de super-heróis. Do lado da DC havia o sucesso do Batman de Paul Dini e Bruce Timm e pela Marvel, além de X-Men, o Homem-Aranha também vinha atraindo antigos e novos fãs com seu desenho animado. A Casa das Ideias queria continuar apostando em novos sucessos na tela pequena, e as novas apostas seriam Quarteto Fantástico e Homem de Ferro - vamos falar sobre este último.



Embora tenha sido criado nos anos 1960, no auge da Era Marvel, o Homem de Ferro nunca gozou de grande popularidade até o sucesso de seu filme em 2008, e em 1994 o desenho era uma aposta que soava não ser muito acertada. De qualquer forma, o desenho durou duas temporadas que possuem diferenças no estilo de animação e narrativas, devido as mudanças nas equipes criativas nas entre-temporadas. A temporada um é recheada de episódios com histórias fechadas, que não influenciavam na continuidade da série. Tony Stark (no original com a voz de Robert Hays - conhecido pelo filme Apertem os Cintos o Piloto Sumiu!) lidera uma equipe, que lembra em muito o supergrupo Força Tarefa (que há pouco havia sido lançada nos quadrinhos), que consistia em Century, Máquina de Combate, Feiticeira Escarlate, Gavião Arqueiro (este não era membro do grupo nos quadrinhos) e Mulher-Aranha. Eles lutavam contra ameaças como Mandarin, Nevasca, MODOK e Fing Fan Foom. A maioria das histórias consiste no vilão (geralmente Mandarin) tentando roubar as invenções das Indústrias Stark.

“A Origem Do Homem De Ferro” é apresentada diferente dos quadrinhos. Em vez de Tony Stark ter seu coração ferido por um estilhaço no Vietnam, que o leva a construir a armadura para permanecer vivo, sua espinha é danificada através de um ato de sabotagem de Justin Hammer. Ele é então levado pelo Mandarin que o obriga a criar uma armadura invencível para o exército do vilão.


Na segunda temporada o roteirista Ron Friedman deixa a série e uma nova equipe de animação também entra em campo. Dentre as histórias adaptadas dos quadrinhos podemos destacar a “Guerra das Armaduras”, e a maioria dos membros da equipe de heróis ficam ausentes após o primeiro episódio. O Mandarin possui um papel mais reduzido, basicamente sendo mostrado nos epílogos dos episódios enquanto busca pelos seus anéis do poder. Outros personagens surgem, como a I.M.A. e o Hulk, e a série passa a ter um tom mais sério. A
abertura também sofre uma mudança e indica que Stark possui um problema cardíaco e ele também recebe uma mudança no visual, com um corte de cabelo estilo ‘mullet’.

Ainda assim, a série teve seus momentos mais bobos. É um tanto difícil levar o Mandarin a sério quando em um determinado episódio ele fica irritado com Nevasca por este ter danificado suas Begonias ou quando os punhos de uma armadura controlada por ele acabam socando repetidamente o seu próprio rosto.


Existem alguns problemas recorrentes com a animação, com algumas cores mudando repentinamente ou sumindo. Em uma cena, a roupa da Mulher-Aranha não é desenhada além do seu rosto, o que passa a impressão que ela esteja seminua. Por alguma razão inexplicada, algumas cenas do Homem de Ferro variam de animação tradicional para CGI, o que acaba causando um efeito esquisito, pois o CGI da época parece muito mal feito, como se fosse uma espécie de animação-teste ou algo do tipo.


O desenho é legal para quem é fã de super-heróis. E os mais antigos irão até dar umas boas risadas e divertir-se com algumas citações. No geral é muito legal ver personagens dos mais diversos tipos aparecerem ao longo da série. Por outro lado existem muitas outras séries animadas baseadas em personagens dos quadrinhos com qualidade muito superior a esta.
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