sábado, 27 de abril de 2013

Homem de Ferro 3: merecia um final muito melhor.

Por Pedro Amaro

No início de maio de 2008 chegava aos cinemas o filme do Homem de Ferro , de uma maneira desconfiada por parte do público e por este que vos escreve, porque sou um colecionador de quadrinhos fiel. Tal herói, deixou o patamar de secundário, para ocupar a galeria de destaque da Marvel. E nesse momento, a trilogia chega ao seu ‘’fim’’ (o que não foi confirmado pela produtora). Em Homem de Ferro 3, Tony Stark (mais engraçado do que  nunca) enfrenta uma ameaça terrorista de alcance global que o atinge fortemente, colocando em risco a segurança dos Estados Unidos.

Gostaria de ressaltar, primeiramente, os pontos que mais gostei do filme. O ritmo é muito bem trabalhado, você não sente o tempo passar, as doses de humor, confronto ideológico e ação, ficam perfeitamente distribuídos, não deixando a trama repetitiva. A cena do salvamento do avião é extremamente empolgante, e o público –certamente – acompanhará com olhos grudados na tela. Voltando ao humor, Robert Downey Jr encontra-se habilmente talentoso na forma de levar diversão ao público, o que não se restringe somente as piadas orais, ele forma o tom cômico, desde uma música, até vestir sua armadura. As atuações estão bem trabalhadas e coerentes com a narrativa: poucas são as cenas desprezíveis para o avanço do filme. Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) leva um pouco do romance e um ‘’mocinha a ser salva’’, e firmando ainda mais seu papel de parceira de Stark. Don Cheadle – alter ego do War Machine – funciona bastante como herói secundário, dando cobertura para que Tony pudesse se concentrar em outro objetivo, mas dando continuidade a ação (mesmo que rápida).

Acabamos por aqui os pontos positivos, minha crítica opositora está aqui. Infelizmente, Jon Favreau – por que diabos? – deixou a direção para o inexperiente Shane Black (de Beijos e tiro, já viram? Nem eu!). Ele não prejudica a narrativas, mas parece não ter consciência do tamanho da popularidade do Iron Man, e nem ter visto os outros filmes. Tudo bem que no começo temos uma ligação com o primeiro filme, mas a linguagem que ele coloca em primeira pessoa é totalmente desnecessária e incoerente com a construção feita até aqui por Favreau. E seus erros não param por aí: Black parecer ter visitado o Rio de Janeiro no período festivo da Sapucaí, porque o que o Americano faz com as armaduras, é um verdadeiro carnaval. Quase todo mundo a usa (se o público ficasse um pouco mais assistindo, alguém da plateia ia acabar usando também). Fora que a construção do vilão é horrível. Ben Kingsley – até o segundo ato – dá um show de carisma e presença de cena, porém depois se torna uma piada. Não contesto a licença poética e as decisões do diretor, mas optar por uma reviravolta daquelas, o mínimo que se precisa é de algo que preencha de uma forma impactante (se você viu o filme vai entender).

Eu poderia citar outros fatores, como adecisão de Tony depois das batalhe em relação as suas armaduras, ou a Gwyneth Paltrow participar de forma impactante – e injusta - na cena final.Tudo bem que ela tinha um laço criado com o vilão, porém o impasse todo era entre ele e Tony Stark. Mas acredite caro leitor, gostaria muito que você pudesse ver o filme, porque o melhor roteiro do Homem de Ferro está nas crianças, jovens e adultos que acompanham um novo herói, nos enfermos, que mesmo com problemas (de coração, por exemplo) se sentem na obrigação de seguir em frente e nos quadrinhos, que se tornaram belissimamente trabalhados em arcos do playbloy americano. De forma alguma faço uma campanha para que você não veja ao filme, embora o 3D seja fraquíssimos (uma insultante possível tentativa de aumentar o preço do filme que foi convertido para tal formato), a caminhada de Robert Downey Jr como gênio das máquinas é louvável, pode-se retirar todo o resto do longa que mesmo assim ele é atraente ao público (como entretenimento ok?). E caso você tenha simpatizado com o herói, se torna obrigatório assistir o filme.

Fonte: http://canalclaquetefilmes.blogspot.com.br/2013/04/130-min-acao-2013-por-pedro-amaro-no.html#more
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