quarta-feira, 5 de junho de 2013

Listamos 30 coisas que descobrimos durante as filmagens do novo Superman

superman
Em agosto de 2011, estivemos em Plano, Illinois, no set de O Homem de Aço, representados pelos nossos parceiros do Collider. Embora o diretor Zack Snyder, o protagonista Henry Cavill  e os produtores não quisessem revelar muitos detalhes, foi possível ter uma boa ideia do que esperar do novo filme do Superman.
Listamos 30 coisas que aprendemos no set. Veja abaixo, e em seguida leia nossa entrevista do set com Zack Snyder:
O Homem de Aço  é um filme "realista", em certo sentido, porque os realizadores tentam explicar tudo de um ponto de vista lógico e científico: como armas afetam os vários personagens ou quão mais forte, enfim, é um kryptoniano em relação a um humano.
Superman não consegue voar pelo espaço indefinidamente. Ele tem limites, justificados cientificamente.
Superman bate muito e apanha muito. E ao contrário de Superman - O Retorno, ele não é um "stalker" de Lois Lane. Neste novo filme, não é amor à primeira vista a primeira vez que Clark vê Lois Lane.

Zack Snyder roda o filme todo com câmera na mão, em 35mm, e O Homem de Aço não tem as câmeras lentas características do diretor, segundo o próprio Snyder.
O Departamento de Defesa dos EUA colabora com a produção, em relação à presença do exército no filme. O roteiro foi previamente aprovado pelo departamento.
Snyder não usa equipe de segunda unidade. Ele dirige tudo, das cenas de ação às imagens de cobertura.
Boa parte da trama envolve a Terra descobrindo que Superman existe. O roteirista David Goyer diz que quase toda versão de Superman começa com Clark adolescente até a vida adulta, mas o mundo aceita Superman sem muito susto. Goyer acha que se Superman realmente aparecesse na Terra, seria um momento em que as pessoas questionariam tudo, de religião ao entendimento do próprio universo.
Quanto mais tempo Superman permanece na Terra, mais poderes ele desenvolve, sob efeito do sol amarelo. Goyer diz que veremos um ou dois poderes que não apareceram em filmes anteriores do herói.
No filme, a civilização de Krypton existe há 100 mil anos, e seus habitantes já viajam pelo espaço há 25 mil anos. A pressão da gravidade no planeta é quatro a dez vezes maior do que na Terra, e humanos não conseguem respirar na atmosfera de Krypton. Isso é usado para explicar por que Superman pode voar e como ele consegue seus poderes.
O idioma de Krypton foi desenvolvido inteiramente para o filme. Algumas inscrições aparecem nos edifícios do planeta, e todas têm algum significado.
Há um sistema de castas em Krypton. Eles acreditam em seus próprios deuses e têm um código moral diferente do terráqueo. Quando Superman depara com krpytonianos, ele precisa decidir se seguirá a moral de seu planeta natal ou do adotivo.
Por consequência, Superman precisa decidir qual de seus dois pais ele seguirá de fato, e escolher se viverá como Clark ou Kal-El.
Jor-El ainda faz parte do primeiro escalão da sociedade kryptoniana.
Superman voa com uma mistura de cabos e computação gráfica. No set, Henry Cavill levanta voo por um segundo, conectado a cabos suspensos.
O filme explica o uniforme, e há uma razão para Superman não usar a sunga vermelha clássica. O herói também aprende o motivo de usar o uniforme, o que a roupa pode fazer, e por quê.
Segundo Goyer, Superman precisa tomar decisões horríveis em casos em que não há o certo ou o errado. Basicamente, não importa o que ele faça, isso sempre afetará alguém negativamente.
O filme, particularmente a cidade de Smallville, contém alguns easter eggs para os fãs. Entre eles está a loja Ezra's Mail Depot; Ezra Small é o nome do fundador de Smallville.
Snyder queria manter a localização um mistério, mas precisou escolher um lugar específico nos EUA, porque os advogados da Warner Bros. temiam levar um eventual processo. E Snyder criou o Distrito de Metropolis, que fica na Costa Leste dos EUA.
Zod não é um vilão ensandecido; seu ponto de vista não é irracional. Sua motivação parte dos códigos morais de Krypton.
O filme lida com o lema "Verdade, Justiça e o American Way", mas Goyer diz que não é algo tão presente quanto se espera.
O Homem de Aço lida com a questão: Por que Kal-El foi enviado para a Terra?
Christopher Nolan manteve contato com Goyer - com quem criou o argumento do filme - enquanto rodada O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Ele telefonava para Goyer algumas vezes por semana, ocasionalmente, para se envolver no processo do filme.
Kal-El é referido como Superman no filme. Segundo os realizadores, o título O Homem de Aço foi escolhido porque o longa trata do homem e não necessariamente do super-herói Superman. A história de Zod também é contada.
A maior influência no filme, além dos quadrinhos, foram o Velho Testamento e o Novo Testamento da Bíblia.
A primeira cena que Christopher Nolan contou a Zack Snyder para vender-lhe o projeto foi da infância de Clark Kent.
A versão jovem de Clark do filme não é o clássico nerd zoado.
Do ponto de vista da produção, Christopher Nolan lidou mais com questões do argumento e do roteiro, enquanto Emma Thomas e Charles Roven se envolviam mais com a logística e o lado prático, já que Nolan estava ocupado fazendo O Cavaleiro das Trevas Ressurge.
Superman - O Retorno confundiu o público mais jovem porque assumia que as pessoas já tinham assistido ao Superman de Richard Donner. Com O Homem de Aço, eles procuraram reapresentar a origem e a história de Superman ao público.
Os temas e a trama surgiram primeiro, e o vilão foi escolhido depois.
O humor tem espaço no filme, mas não muito. Não há um personagem pensado para ser alívio cômico.
O Homem de Aco 23Mai2013 07
Você filmou O Homem de Aço de forma mais realista do que seus trabalhos anteriores. Que tipos de desafios o filme trouxe para você?
Zack Snyder: No mundo dos comerciais eu era conhecido por filmar em locações, belas paisagens e coisas assim, então é interessante. [Este filme] é um desafio no sentido de que sou obrigado a parar de filmar quando o sol se põe, o que não acontecia comigo há tempos... Eu tentei ficar longe desses problemas. Mas, por outro lado, você sabe, quando o sol se põe, você vai para casa, então isso é bom. Não sei. É divertido. Tem sido empolgante. Eu sentia falta de estar ao ar livre. Mas agora estou cansado de estar ao ar livre.
O que o Superman significa para você?
Snyder: Sempre fui um grande fã do personagem e, honestamente, não estava seguro sobre este projeto até falar com Chris Nolan sobre o que ele e David [Goyer] tinham pensado. Então, não sei. Acho que gosto do fato de que o Superman é americano, entende? Acho que isso é legal. Sei que no passado, ou recentemente, o seu "americanismo" tem sido uma desvantagem para ele. Mas acho que há uma inocência... Superman não poderia ser de qualquer outra nacionalidade, pois ele é tão ingênuo. Mas, ao mesmo tempo, ele tem essa moralidade estranha que, na verdade, o torna o super-herói ideal. Você precisa de um Superman que cresceu com certos valores. Acho que ele crescendo no Kansas e toda essa parte dele é muito... Sempre lembro de todos dizendo: "Você não vai mostrá-lo crescendo no Kansas, vai?". Para entendê-lo, você precisa entender o porquê de Superman ser como é. Por sinal, a primeira cena que Chris me descreveu era uma cena sobre a infância dele. Não tinha qualquer relação com coisas sendo esmagadas, o que é legal. Mas foi um momento na infância do personagem que me fez dizer "Ok, isso é diferente".
Esse Clark parece ser diferente das versões anteriores. Você pode nos falar sobre essa diferença?
Snyder: Direi apenas que em muitos dos - bem, definitivamente nos filmes - ele sempre passa da infância para Clark. Tipo, ele salta da sua versão adolescente para a sua versão adulta. Francamente, isso acontece rápido demais. A grande diferença é que o nosso Clark não está plenamente realizado. É por isso que as pessoas estão falando sobre quem Clark é.
Você poderia falar sobre a funcionalidade do uniforme, o que o torna diferente?
Snyder: É um uniforme complicado, acredite. Eu vi todas as versões possíveis daquele uniforme. Versões com roupa íntima, sem roupa íntima, versões sem vermelho, sem capa, com capa, tudo que você pode imaginar. Quando testamos Henry [Cavill], não tínhamos um uniforme, então o vestimos com a roupa de Christopher Reeve, só porque a Warner Bros é dona. Então eu disse: "Simplesmente vistam nele, daí vamos saber se vai funcionar". Claro que a Warner disse: "Você não pode usar o nosso uniforme, é um item de colecionador. Vale milhões de dólares". E aceitei, então fizemos uma roupa baseada naquela e acabamos fazendo muita pesquisa... De qualquer forma, colocamos [Cavill] naquele uniforme e ficou bem icônico. Ninguém riu, apesar de ser ridiculamente bobo quando você olha com atenção.
Uma marca dos seus filmes são as cenas em câmera lenta. Teremos o momento do Superman socando alguém em câmera lenta nesse filme?
Snyder: Provavelmente não. Você terá o Superman socando alguém, mas provavelmente não em câmera lenta, infelizmente.
Qual o ponto em comum que uniu você a Christopher Nolan nesse projeto?
Snyder: Não sei. Chris é focado na história. Ele não é muito sobre estilo - quero dizer, ele tem o seu próprio estilo, mas ele nunca imporia aquele estilo sobre ninguém. Tenho certeza de que ele diria apenas: "Bem, é assim que eu vejo". Acho que eu disse outro dia que este é provavelmente o filme mais realista que eu já fiz, e é o Superman. Isso é engraçado. Quero dizer, não é engraçado, mas é irônico.
Como o peso da expectativa de O Homem de Aço se compara ao peso de Watchmen?
Snyder: É diferente. Superman é um ícone tão marcante da cultura pop que meio que transcende o gênero, a ponto de os fãs dos quadrinhos não precisarem defendê-lo. Eles meio que ficam: "Sim, Superman, o público pode ficar com ele. Ele pode estar na capa da revista People, dane-se". Já com Watchmen é tipo: "Isso é meu. Você não pode fazer um filme com o meu lance. Isso mudou minha vida". Então acho que a pressão é diferente. Acho que é uma pressão mais feliz [em o Homem de Aço].
O que Henry Cavill traz para o filme?
Snyder: Ele é muito bondoso. É incrivelmente humilde na vida real. Ele pode projetar ingenuidade, o que é bom, sem parecer ingênuo, o que é realmente uma qualidade difícil. Não sinto como se você pudesse se aproveitar dele, mas ele ainda ajudará você a trocar um pneu furado na estrada. Há uma linha tênue aí.
Vi que você situou Smallville no Kansas como o primeiro filme do Superman fez. Metrópolis será situada em algum Estado?
Snyder: O que eu fiz foi criar o Distrito de Metrópolis, o que é algo meio mítico... O problema era que o departamento jurídico queria um estado específico. O jurídico dizia "Em que Estado está Metrópolis?". Eles me ligaram, eu respondi que não sabia, que queria dizer. E eles: "Você precisa dizer, existe uma Metrópolis em Illinois e você pode ser processado e blá, blá, blá". Então eu criei essa coisa chamada Distrito de Metropolis. Nós o situamos próximo à Costa Leste, na Baía de Chesapeake, sabe? É tipo uma dessas ilhas. Você pode imaginar como se uma cidade tivesse sido construída em uma dessas ilhas. Foi meio isso que nós fizemos.
Você pode falar um pouco sobre o 3D e o fato de o filme ser convertido para o formato? Qual a sua opinião sobre o processo do 3D?
Snyder: Eu acho legal. Passamos um bom tempo falando sobre rodar o filme em 3D e testamos uma série de equipamentos. Eu disse: "O filme é com câmera na mão. Se vocês puderem me dar uma câmera manual que eu ache viável, fico feliz em falar sobre isso". Ninguém consegui encontrar o equipamento. Eu não mudaria o estilo do filme pelo 3D, então acho que isso foi uma das coisas que nos fez resolver pela conversão [ao 3D depois das filmagens em 2D].
Há alguma inovação tecnológica no filme?
Snyder: Fizemos umas coisas muito loucas nesse filme. Não posso dizer exatamente quais são os avanços tecnológicos, mas estamos finalmente fazendo umas coisas muito loucas. Tipo, você sabe que sempre digo, tipo, queríamos que tivesse uma base realista, mas não esqueça que Superman não pode fazer nada sem efeitos visuais. Ele não é como outros super-heróis. Quando ele é Clark ou quando está só falando com você, tudo bem. Mas você não pode mais prendê-lo em um arame e fazê-lo voar por aí. Fazer algo com a escala de um filme do Superman tem sido um grande desafio.
O Zod de Michael Shannon seria como o Coringa de Heath Ledger no sentido de repensar o herói moralmente?
Snyder: Sim, estamos apenas tentando mostrar o seu ponto de vista - ele não é maníaco ou louco. Acho que você verá uma verdadeira ameaça. Não queríamos começar essa aventura com um vilão que não mostrasse por que o Superman precisa ser o Superman.

O Homem de Aço estreia em 14 de junho nos EUA e 12 de julho no Brasil.
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